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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

O Apóstolo Paulo como resposta de oração

Foto: Orlando- Pedra da Onça - Itarana ES



Atos 16.9 “...passa à Macedônia e ajuda-nos”.

Paulo queria evangelizar na Ásia Menor na sua segunda viagem missionária. Ele e a equipe missionária já tinham estado ali. Certamente algo mais precisaria ser feito. A obra ainda precisava de expansão. Contudo, o Espírito Santo o impediu, levando-o à Europa. Assim Paulo e equipe foram forçados a mudar seu programa na Ásia por causa da intervenção do Espírito (Atos 16.6). Daí o grito macedônico: “Passa à Macedônia e ajuda-nos”. (Missões no Novo Testamento – Macedônia e confins da terra)


A nossa experiência missionária ou a frente de uma igreja, como em qualquer outra circunstância da vida secular, nos dá uma certa tranqüilidade sobre o que achamos que deve ser feito. Nós nos programamos para alguma viagem ou fazemos planejamento de algum programa para crescimento da igreja e certamente usamos nossa experiência e bom senso. Oramos pedindo direção a Deus e vamos lá...


Numa primeira leitura vemos Paulo tomando decisões que tinha segurança de tomar, 1- Vs. 1-3 Chamou a Timóteo para acompanhá-lo e ter a sua primeira experiência ao seu lado - quantos de nós não gostaríamos, hem? 2 - Vs. 4,5 ao passarem pelas cidades onde já haviam irmãos na fé, lhes recomendavam as decisões tomada pelos apóstolos em Jerusalém ( isso já era uma importante missão). 3- Nos VS. 6 e7 Eles tentaram ir até a Ásia e evangelizar - o Espírito Santo, de alguma maneira, os impediu. Depois tentaram ir para outra cidade, o Espírito de Cristo não lhes permitiu.


Fico a pensar qual era a atitude de Paulo quanto a esses impedimentos. Será que ele murmurava: “Num ta dando nada certo” ou “o inimigo esta atrapalhando”. O texto não nos diz, mas enfim resolveram descer para Trôade e ali a noite ele teve a visão,”... passa à Macedônia e ajuda-nos”. A obra que fazemos é divina, é para Deus, mas nós somos homens e podemos sim entender que é a vontade de Deus fazermos desse ou daquele jeito, por aqui ou por ali. Usamos a nossa experiência de vida, de ação, usamos o óbvio, a lógica e podemos até acertar, mas nada há como a direção mais perfeita e vindo de Deus. Muitas vezes usamos a nossa concepção de justiça, de direito e de autoridade, mas nem sempre vamos estar certos. Pv. 16.1 Ao homem pertencem os planos do coração; mas a resposta da língua é do Senhor. Um servo a serviço do reino de Deus sempre ficará feliz em ter um “impedimento” desses vindo pelo Espírito de Deus, e em razão de respostas aos clamores pedindo ajuda de Deus para salvação de almas e outras necessidades dos santos.


“Muitas vezes, uma área com um pequeno número de população cristã corre o risco de desaparecer se não houver uma ação missionária externa. Estatísticas têm demonstrado que há muitos lugares assim. Só discípulos e igrejas sensíveis ao Espírito Santo atenderão a esses clamores missionários! Você e sua igreja estão sensíveis ao Espírito para atender a esses clamores”? ( Atualidades 2004 - Temas Contemporâneos à Luz da Bíblia, pg.217,218)


V.10 E quando ele teve esta visão, procurávamos logo partir para a Macedônia, concluindo que Deus nos havia chamado para lhes anunciarmos o evangelho.


Amados. Oro para que estejamos sensíveis ao Espírito Santo e sejamos movidos além de nossos interesses, pois que incessantes orações sobem aos céus pedindo socorro. Vemos nos versos seguintes que Paulo teve incessantes trabalhos e mesmo indo parar na prisão com Silas, até ali o Senhor mostrou a sua direção e PODER.
Quantas vezes, pastores, missionários e líderes bem intencionados, atravessam o caminho e a direção de Deus, simplesmente por não se dar tempo para escutar, ver, ser sensível a direção do Senhor, talvez por ela parecer fora do comum ou até mesmofora da nossa razão, mas se simplesmente nos rendermos aos pés do senhor que tudo sabe e pode, seremos abençoados em poder abençoar com nossas vidas de uma forma que não estávamos pensando ou querendo fazer.
Se você O chama de Senhor e tem orado, tem se consagrado, então sabe que a nossa maior missão é agradar o coração do PAI.
Meu abraço!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011






Biografia do missionário Robert Morrison na China

Tradução: João Cruzué

Robert Morrison nasceu na Escócia em 1782, de uma piedosa família de crentes Presbiterianos. Eram muito pobres e seu pai trabalhava fabricando formas de sapatos. Robert teve que deixar os estudos ainda criança para ajudar-lhe, mas como gostava de aprender, seguiu com os estudos em casa.Aos 15 anos entendeu o que é mais importante na vida: que ele era um pecador, um homem perdido e para se salvar devia aceitar a Jesus como seu Salvador. Assim ele fez, e depois disso, compreendeu que era seu dever levar também a outros a história desse Salvador para que todos também pudessem se livrar de seus pecados.
Depois de trabalhar por uns tempos nas Igrejas da Inglaterra, Morrison associou-se na Sociedade Missionária de Londres com a idéia de se tornar um missionário na China. Por essa ocasião já dominava o latim, o grego e o hebraico.Como não havia nenhum missionário protestante ainda na China, Morrison se apresentou para ser o primeiro. Como a principal tarefa que lhe haviam encomendado foi a tradução da Bíblia para o mandarim, se propôs a estudá-lo, enquanto se preparava em medicina e astronomia.
Quando encontrou um manuscrito que continha a tradução de alguns trechos da Bíblia em uma biblioteca, tirou uma cópia para estudar detalhadamente, com a ajuda de um chinês que se ofereceu para ajudar. Esse esforço lhe foi muito útil, pois lhe permitiu economizar um tempo precioso quando esteve na China.
Para chegar até lá teve que viajar por cinco meses. Em 04 de setembro de 1807 aportou-se na cidade de Cantão, ao SUL do país, ao lado de Macau, uma colônia portuguesa. Permaneceu ali durante algum tempo, depois conheceu a jovem Mary Morton, com quem se casou em fevereiro de 1809.Morrison não se deu conta de quão grandes eram as dificuldades que precisava vencer para chegar lá. O que sabia do idioma não lhe permitia o necessário para uma tradução, e quando buscou um mestre não pode encontrá-lo, pois havia uma lei que condenava à morte qualquer pessoa que ensinasse a língua chinesa a um estrangeiro.
Finalmente apareceram dois homens que tinham conhecido alguns missionários católicos que aceitaram ajudar, embora cheios de temor. O medo que possuíam não era tanto quanto à morte em si, senão pela sua forma, em meio a torturas terríveis. Estavam a tal ponto assustados que levavam sempre consigo um frasco com veneno para suicidarem-se caso fossem descobertos.Aprender o chinês não era coisa fácil e por aquela época era ainda pior, pois não existiam nem dicionários nem bons professores.
John Wesley afirmou certa vez que “ O chinês era um invento do diabo para que não se pudesse pregar o evangelho aos chineses”. Milne, um missionário que mais tarde seria companheiro de Morrison, dizia que para aprender o mandarim era preciso: um corpo de bronze, pulmões de aço, cabeça de carvalho, olhos de águia, coração de apóstolo e memória de anjo... e a vida de Matusalém”
Além de trabalhar na tradução da Bíblia, Morrison se ocupou de fazer uma gramática e um dicionário, para que os missionários depois dele, pudessem aprender o idioma com mais facilidade.Um chinês chamado Tsae A-ko, foi um grande instrumento preparado por Deus para ajudar o trabalho de Morrison. Ele ia de noite a sua casa, as portas e as janelas eram bem fechadas, para que ninguém de fora visse o que faziam, por que corria perigo de vida, e ali se punha a traduzir ou corrigir, enquanto que Morrison lhe ensinava as verdades do Evangelho.
Foram gastos 14 anos para traduzir a Bíblia e 16, para concluir o dicionário que foi editado em quatro volumes, com cerca de 4.500 páginas cada um. Tsa A-Ko compreendeu finalmente que aquilo que o missionário lhe ensinava era a Verdade e se batizou em 1814, tornando-se então o primeiro evangélico chinêsDepois de ter traduzido a Bíblia, o problema era sua publicação, pois as penas para quem imprimisse livros cristãos eram tão severas como para aquele que ensinava o idioma. Afortunadamente, depois de muito trabalho, Morrison encontrou quem o fizesse, todavia secretamente. Para diminuir o medo do impressor, quando os pacotes com as Bíblias eram entregues, ele os rotulava com um título falso para disfarçar o “perigoso conteúdo”.
Porém, Morrison não se dedicou somente a traduzir, senão que chegou a estabelecer uma escola chamada Colégio Anglo-Chinês, mais tarde conhecido como Ying Wa College. Esta escola foi transladada para Hong Kong no ano de 1843, quando este território passou a ser controlado pelos britânicos. Esta instituição permanece até os dias de hoje como uma escola secundária.
Robert Morrison nunca teve uma boa saúde e, como trabalha muito, era mesmo impossível que sarasse completamente. Morreu quase repentinamente em 1º de agosto de 1834 em Cantão, China, quanto tinha 52 anos.
Durante sua vida conseguiu a conversão de poucas pessoas, mas seu trabalho traduzindo a Bíblia, preparando o dicionário inglês-mandarim e de edição de uma gramática sino-inglesa, fez com que fosse possível a conversão de milhares de chineses depois da sua morte.
Do blog: Olhar Cristão

domingo, 31 de janeiro de 2010

QUEM VAI SEGURAR A CORDA?


Quem vai segurar a corda?






Somente a pessoa que se dispõe para atender um chamado ou ser enviado para uma missão, seja dentro de seu próprio país ou no estrangeiro, sabe como é a sensação do acontece ali no íntimo. Talvez nem dê para explicar, mas na verdade é algo muito bom...






Passa pela mente aquele culto, quando após a mensagem foi feito o apelo para uma reconsagração e disposição para atender as necessidades da mensagem de salvação aos perdidos sem Cristo. Aquele mover sobrenatural que te tirou do banco e te fez andar até a frente se colocando de joelhos diante do altar. Os olhos marejados, os lábios balbuciando uma oração onde se confessa a incapacidade, mas se sabe que é Deus que chama, então Ele vai mudar alguma coisa no nosso ser, aliás isso é com Deus. Apenas soa nos ouvidos e na mente aparece como num letreiro a palavra: "A quem enviarei, e quem irá por nós?" e você está ali na frente por que no seu coração você responde: "Eis-me aqui, envia-me a mim". (Isaías53.8).






Esta é uma experiência só sua, mas tenha certeza, a igreja esta ali presente e testemunha a tua decisão, se alegra e glorifica a Deus. O pregador daquele momento sente-se feliz por ser usado por Deus para despertar alguém.






Hoje, quantos de nós crentes em Cristo estamos interessados em saber quantos estão precisando de nossa disposição pessoal de levarmos a eles a PALAVRA DE DEUS?






Diante deste quadro de quem vai ao campo em missões surge uma outra realidade, são os que ficam. Quantos vão ficar na retaguarda? Quantos vão se dispor com ofertas? Quantos vão assumir o compromisso de oração por aquele missionário?






Alguém escreveu: " Missões se faz com os pés dos que vão, com os joelhos dos que ficam e com as mãos dos que contribuem." Uma igreja que tem em seu seio alguém que sai desse meio para ir a um lugar desconhecido, para viver entre um povo as vezes hostil, com costumes estranhos e escravizados por um sistema religioso idólatra, precisa ser mais do que uma igreja que envia, precisa ser uma igreja que vai junto com seu missionário.




Certo missionário, já experiente de muitos campos e suas dificuldades, foi designado para ir a uma determinada região onde ainda não havia nenhum testemunho do EVANGELHO. No momento em que tinha que falar sobre ir ou não ele disse: - Eu vou descer naquele "poço", mas ficarei feliz em saber que os irmãos estão segurando a corda.




Mt. 9-37 Então disse a seus discípulos: Na verdade, a seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. (Jesus) Aqui somos alertados para a necessidade do campo de trabalho cristão, mas ao mesmo tempo vemos que são poucos os trabalhadores, os que se dispõe a largar o seu meio para ir. A igreja tem que viver tão intensamente a visão missionária, se estruturar não somente para enviar, mas também para estar, mesmo de longe presente com seus missionários.




Quando o missionário se prepara para fazer a sua viagem ele se inteira de várias circunstâncias pelas quais poderá passar e certamente irá em fé para qualquer lugar. No seu coração seu coração estará a convicção de que o Senhor da Obra estará com ele, mas nada mais trará tristeza para si do que não receber cartas dos irmãos, sentir que as orações dos amados que ficaram estão lhe dando cobertura e que aquela ajuda financeira proposta chegará como combinado. Há uma frase de David Botelho que diz: -"É raro ver o sustento de pastores locais ser cortado ou diminuído, mas isto é comum na vida de missionários. É isto justo?"




Segurar a corda significa fazer missão com as nossas intercessões pelo missionário nas suas empreitadas. Significa contribuir pensando nas suas dificuldades financeiras e mesmo o seu planejamento para executar os objetivos de se estruturar para dar assistência ao povo com o qual está envolvido.




Aceite o apelo para ir ao campo levar o evangelho aos perdidos ou ajude a segurar a corda para aqueles que vão descer no poço.




Deus te abençoe.