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sexta-feira, 29 de julho de 2011

Crentes em silêncio

Silêncio

E
stamos vivendo hoje no tempo do silêncio na vida cristã. Não do silêncio de intrigas e mexericos; pois esse se recusa a calar. Refiro-me no silêncio medroso que trava a língua de muitos filhos de Deus que não sabem responder a razão da sua fé (I Pe 3:15). Esses tais não se tratam de pessoas acanhadas, tímidas, não! Eles estão nas melhores empresas, ocupam cargos de destaque e influência, freqüentam shoppings e restaurantes e são bem informados. Dominam a tecnologia moderna, falam vários idiomas e estão “plugados” no mundo via internet com todos os recursos que ela pode oferecer.

Mas ele lhes respondeu: Asseguro-vos que, se eles se calarem, as próprias pedras clamarão (Lc 19:40). Esses crentes silenciosos, conscientes ou não, pouco ou nada contribuem para o avanço do Evangelho. Eles talvez não se dêem conta de que a salvação que Deus fez em suas vidas constitui-se numa poderosa pregação, de alcance profundo às pessoas no convívio diário. Muitos são tão anônimos que mais parecem “agentes secretos” infiltrados entre as massas. Eles não se identificam, não mostram as credenciais da santidade, não se arriscam a dizer o que são. E se por algum motivo são descobertos, fazem como Pedro, horas antes da crucificação do seu mestre: “Homem, não compreendo o que dizes” (Lc 22:60).

Reflita nisso! É como se tais pessoas vivessem disfarçadas o tempo todo, tirando a camuflagem só no domingo, na igreja. Ou será o contrário? Disfarçam-se no domingo e nos outros dias vivem o que realmente são?!

A Bíblia mostra-nos claras orientações para não deixarmos de falar do grande amor de Deus. Não importa se sejamos taxados de fanáticos ou coisa do tipo; é preciso falar. É claro que é preciso fazê-lo com ética e sabedoria. Não temos que ser intransigentes movidos por um radicalismo doentio que assusta e inibe as pessoas, afastando-as ainda mais da verdade. É preciso olhar para o maior de todos os exemplos Jesus! Ele ia às festas, não era um anônimo. Lá ele fazia a diferença, contagiava com sua presença (Jo 2:1-12). Ninguém que cruzasse o caminho do Mestre poderia ser o mesmo depois do encontro. O impacto era tão grande e tão visível que consciências eram despertadas, corações eram transformados e vidas rompiam definitivamente com o pecado (Jo 4:5-30). Não podemos ser chamados cristãos, até que haja em nós a mesma determinação.

A
história da Igreja primitiva, registrada no livro de Atos, poderia ser outra se não fosse a ousadia daqueles primeiros cristãos. Eles eram caracterizados pela coragem em anunciar uma mensagem sob os braços fortes da perseguição tanto de judeus fanáticos quanto do império romano (At 4:13). Nos momentos extremos, quando era ordenado que não fizessem menção do nome de Jesus, (At 4:16-18) a despeito de serem presos, torturados e até mortos, a determinação sempre foi a mesma: “Pois nós não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos” (At 4:20). Agora, atente para um detalhe importante: esses pioneiros heróis da fé, não se intimidavam com o ódio esmagador da perseguição, antes oravam para que possuíssem coragem e intrepidez para anunciarem o evangelho (At 29-31).

Há quem pense que esse vigor espiritual ficou detido no passado, servindo-nos apenas como uma moldura antiga, amarelada, digna de admiração. Afinal, hoje os tempos são outros, argumentam. Seria melhor dizer que hoje os crentes é que são outros. O evangelho é o mesmo, mas a “fibra” espiritual, a garra para o testemunho pessoal é que anda em baixa.

Durante a era pós canônica, muitos outros servos de Deus, preferiram ser martirizados, jogados às feras, a negarem o Nome de Cristo. Entre eles estava Policarpo de Esmirna, que pouco antes de ser martirizado expressou sua fé, dizendo: “Faz oitenta e seis anos que o sirvo, e nenhum mal me fez. Como hei de maldizer a meu rei, que me salvou?”. Logo após, quando finalmente o imperador romano entendeu que esse grande homem de Deus jamais negaria sua fé, Policarpo foi queimado vivo. E assim foi com tantos outros, que deram suas vidas por uma causa maravilhosamente nobre a causa de Cristo.

Hoje, não corremos esse risco. Pelo menos não dessa forma. E talvez seja exatamente por isso, pela ausência de uma perseguição aberta, frontal é que somos tão pálidos no nosso evangelismo pessoal. Falamos de futebol, de política, do clima, da economia e às vezes (ou quase sempre?) falamos mal uns dos outros. O que nos falta afinal? Por que nos calamos? Precisamos possuir a mesma resolução que invadiu o coração do apóstolo Paulo (I Cor 9:16). É hora para aproveitarmos a liberdade que temos, e com determinação levar outros a Cristo.

Todo crente de hoje, deveria estar informado sobre a situação dos nossos irmãos em países onde ainda há perseguição contra o evangelho. Na Coréia do Norte, não há somente bombas atômicas e um ditador baixinho, excêntrico e com fisionomia cômica. Lá há uma dura perseguição contra a fé cristã e os que ali estão, quando presos, são torturados e até condenados à morte. Da mesma forma está ocorrendo no Vietnã, no Iraque, na Turquia e tantos outros paises. Lá estão nossos irmãos, que ainda que paguem com a própria vida, não se intimidam ao anunciar o único nome digno de ser adorado o Nome de Jesus.

Que tenhamos coragem, disposição para não engrossarmos a fileira dos crentes em silêncio.

Fonte: Verdade Viva

quarta-feira, 23 de março de 2011

SER UM HERÓI

Pensando bem, quem, principalmente quando criança, não se ligava numa boa aventura, seja em desenhos animados, filmes ou gibis. Pelo menos os garotos, acho que a maioria. Ainda hoje vemos até roupas para crianças que copiam os "super heróis”. Na verdade essa questão de ser herói ( homem) e heroína ( mulher) é bem possível na nossa vida cotidiana , na nossa carreira cristã. Entre outros significados herói é: Nome dado pelos gregos aos grandes homens divinizados; pessoa de grande coragem ou autora de grandes feitos; aquele que se distingue por seu valor ou por suas ações extraordinárias, principalmente por feitos brilhantes durante a guerra. Será você um Herói? Creio que muitos de nós, socialmente falando, temos sido heróis e isso não é só por viver no Brasil, em qualquer lugar do mundo. Neste sentido vale a pena ler um livro de Sonia Salerno Forjay: “Meu pai não é perfeito” onde um garoto descobre no seu pai que é deficiente físico, um lutador, um herói. Em países sub-desenvolvidos, em países debaixo de governo autoritarista ou onde a religião principal massacra quem crê ou pensa diferente e por aí a fora, existem muitos homens e mulheres, verdadeiros heróis e nem sabem disto.

Quando levamos de vez para a esfera espiritual, para a área da fé, vamos encontrar uma referência na Bíblia que destaca os primeiros heróis, mesmo conhecendo-se os textos que falam de Davi, Sansão, Elias e outros, além de que encontramos vários livros que falam dos Heróis da Fé ( veja exemplo: Heróis da Fé - Orlando Boyer), encontramos um capítulo todo onde se destaca a Fé de cristãos que enfrentaram,situações que levaram muitos, por vezes, até a morte, expondo assim exemplos a serem seguidos na nossa caminhada cristã, vidas que fizeram valer o propósito que ainda hoje é vital, servir com de todo coração ao Senhor Deus, seguindo pelo Caminho da Verdade que é Cristo.Leia, Hebreus 11.

Já a carta toda foi escrita com objetivo de exortar os crentes a permanecerem firmes na fé diante de todas as formas de sutis ataques e ter perseverança através da comunhão com Deus e sua Palavra; estar sempre ativos nos serviços de Deus, na fé em Deus e na consciência do que nos aguarda o futuro(Heb 13-1-25) Muitos crentes estavam no perigo de cair. Ainda que crentes eram indolentes (Hb 5.11-6.12) e desanimados (Hb 12.3-12). Haviam perdido seu entusiasmo inicial pela fé (Hb3.6,14; Hb 4.14; Hb 10.23,35). Haviam deixado de crescer, ou melhor, de progredir, e sofriam de séria deficiência no que tange à compreensão e ao discernimento espirituais (Hb 5.12-14). Estavam deixando de freqüentar as reuniões cristãs (Hb 10.25) e de ser ativamente leais a seus líderes cristãos (Hb10.13-17. Necessitavam ser novamente exortados a imitar a fé daqueles que os tinham precedido na viagem para a glória (Hb 13.7). Tendiam para ser facilmente levados ao redor por ensinos novos e estranhos (Hb 13.9). Corriam o perigo de não estarem à altura das promessas de Deus (Hb 4.1), desviando-se daquilo que tinham ouvido (Hb 2.1). Estavam mesmo no perigo de abandonar completamente a fé, numa deliberada e persistente apostasia (Hb 3.12; Hb 10.26); e esse perigo tornar-se-ia mais grave se deixassem de frear qualquer um que estivesse se movendo nessa direção (Hb 3.13; Hb 12.15). Caso cedesse a tal tentação e viesse a rejeitar realmente o Evangelho de Cristo, não poderia esperar senão o julgamento (Hb 10.26-31).

Pense bem, ser um crente fiel e ativo na obra de Deus hoje, também é ser um herói.

Irmãos adolescentes, jovens e adultos, são muitas as nossas lutas até dentro de nossas casas para nos fazer desistir do nosso alvo, mas vale a pena permanecer firmes, vale a pena ser fiel, mesmo que para muitos você esteja na contra mão, olhe para Jesus, Ele tomou sobre si a cruz e a carregou sem desanimar, por mim e por você. Hoje, Ele é O REI DOS REIS E O SENHOR DOS SENHORES, muito mais agora Ele te dará a vitória.

Pr. O.Souza